Squitter - Meteorologia e Hidrologia

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Você sabia que existe mais de um tipo de ciclone?

Você sabia que existe mais de um tipo de ciclone?

Os ciclones são centros de baixa pressão, cujos ventos giram no sentido horário no Hemisfério Sul e no sentido anti-horário no Hemisfério Norte. Estão associados a condições de tempo instável e, por vezes, produzem tempestades por onde passam. Eles instabilizam a atmosfera levando ar quente da superfície para níveis mais elevados, formando nuvens carregadas.

O meteorologista da Squitter, Gustavo Verardo, explica que ciclones são classificados de diferentes formas, em virtude do local em que o sistema se originou e também da temperatura do seu núcleo, sendo divido em três tipos básicos.

  • Ciclone extratropical: associado a uma frente fria ou a uma banda frontal, seu centro (núcleo do sistema, onde as linhas de pressão atmosférica são mais fechadas) é frio se comparado com as bordas (áreas mais afastadas do sistema), ou seja, a temperatura aumenta do centro para fora. Se forma fora da área dos Trópicos e, por isso, no Brasil, atinge, principalmente, a Região Sul e, muitas vezes, provoca estragos devido aos fortes ventos e chuva, em especial, no leste da Região.
  • Ciclone tropical: também conhecido como furacão, possui centro quente e, na periferia do sistema, a temperatura é mais baixa. Está relacionado também a tempestades severas e convecção profunda, e não está associado a frentes frias. Ganha força à medida que a temperatura da superfície do mar (TSM) aumenta e, geralmente, se forma em áreas de TSM acima de 27°C. No Brasil, temos o registro de apenas um, o Furacão Catarina, que atingiu os litorais de SC e RS em março de 2004, provocando chuva e ventos muito fortes. O “olho” (centro do sistema) está alinhado, desde a superfície até níveis mais altos da atmosfera.
  • Ciclone subtropical: se forma entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. O centro do sistema possui temperatura mais elevada do que as bordas da superfície até médios níveis e temperatura mais baixa que os arredores até a alta atmosfera. Formam-se, preferencialmente, entre a metade do verão (quando a TSM está mais elevada) e o início do outono. De acordo com pesquisadores, podem se transformar em tropicais e extratropicais, por isso, são considerados de transição. No Brasil, tivemos como exemplo nos últimos anos: Arani, Bapo e Cari, sendo os dois últimos responsáveis por grandes volumes de chuva no leste de SC e do RS.